Hello todos,
Inverno de 2005, conferência do Indymedia em Austin, Texas, Estados Unidos. Membros da equipe de impressos do CMI (Centro de M’dia Independente) de Nova York falaram sobre as negociações que já começavam a se encaminhar com uma editora independente na cidade, a Disinfo. O assunto foi a publicação, em conjunto, de um livro. Algumas questões ainda existiam sobre o projeto, como sua concepção e estrutura. Mas, alguns meses de discussão e reflexão depois, chegamos a um plano.
A proposta dessa carta é:
Em nossa proposta para a Disinfo, escrevemos: "Este livro não tem o objetivo de ser uma declaração definitiva sobre o Indymedia. Na verdade, deve ser uma compilação de desafios e conquistas da rede nos últimos cinco anos e pouco. O conteúdo pode abranger materiais dramáticos, em fluxo de consciência, artigos em primeira pessoa e até capítulos mais analíticos sobre o significado do Indymedia. O livro, mesmo sendo cuidadosamente estruturado e desenvolvido, vai tentar evitar ser acadêmico demais. A proposta é criarmos um material din‰mico, muito visual, ilustrado."
Estamos motivados com a perspectiva de poder ajudar a Rede a começar a contar sua incrível história para o mundo. A maior parte do livro vai ser feita a partir de peças originais escritas por participantes e amigos, com material tirado de CMIs em todo o mundo. Mesmo escrito em inglês, queremos que ele represente a rede como um todo. Por isso, vamos solicitar material de todos os nossos centros e todas as suas divisões (rádio, impresso etc.). Nas próximas semanas, enviaremos um questionário para todos os membros do Indymedia para conhecer um pouco da história de cada CMI, seu status atual, e questões cobertas com maior freqŸência em suas publicações.
O coletivo trabalhando neste projeto consiste basicamente de membros do time de impressos do CMI de NY, que também publica o Indypendent. Nosso time de pesquisa vai precisar de ajuda em busca por material relevante, em Centros onde a língua principal não é o inglês.
Este projeto é aberto a contribuições de todos, sem restrições. Todos os que lerem este chamado podem enviar materiais caso se sintam inspirados, e podem repassar aos quem possa se interessar. Abaixo, incluímos as regras para envio, uma descrição geral do livro e detalhes sobre distribuição e finanças além dos direitos autorais e autorização de uso sobre o conteúdo do livro.
Depois de ler o documento abaixo, envie suas perguntas, sugestões ou contribuições em inglês
para indybook@aktivix.org.
Obrigado pelo tempo e disponibilidade, Coletivo Indybook Projeto Indybook - linhas gerais NOTA: As descrições de capítulos a seguir podem sofrer mudanças a partir de sugestões e contribuições
enviadas. Contribuições podem se aprofundar em um ou mais aspectos específicos de determinado capítulo ou tentar lidar com um tema por
inteiro em um artigo detalhado. Veja abaixo as regras para decupagem e envio de material. Prólogo: Excerto da declaração, em 1997, do Subcomandante Marcos sobre a necessidade de uma rede
intercontinental que possibilite a pessoas comuns, "que resistem de baixo", a contar as suas histórias. http://www.tmcrew.org/chiapas/e_media1.htm
I. Introdução II. História III. Forças, Fraquezas e Desafios IV. Indymedia em Ação: Estudos de Caso em Potencial V. Multimídia e Technologia VI. "Faça Você Mesmo" (DIY)
CONCLUSÃO GLOSSÁRIO LEITURA RECOMENDADA/RECURSOS ÍNDICE DIRETRIZES PARA CONTRIBUIÇÃO O prazo para as contribuições é 1/12/2006. Artigo original ou de coluna lateral Material para Newswire MODELO DE NEGÓCIOS Venderemos o livro pelo website por U$ 13 dólares mais U$ 3 para despesas de envio. Todo o lucro
($ 4.50 por livro) vai para o Indymedia Global, provavelmente para assistir CMIs com menos fundo no Sul Global. Se vendermos 5 mil
cópias do livro, isso significa $ 22.500 para o Global. Qualquer royalty das vendas também irá para o Global. A editora do livro será o Disinfo, uma empresa independente que
já publicou títulos como "Why Do People Hate America?" (Por que as pessoas odeiam a América) "The Vigil: 26 Days in Crawford"
(A Vigília: 26 dias em Crawford), "Texas and Wal-Mart: The High Cost of Low Price" (Texas e Wal-Mart: O Alto Custo dos Preços Baixos).
Entramos em contato com editoras sem fins lucrativos como South End Press e New Press, mas elas demonstraram pouco interesse. Também
foi sugerido que nós mesmos publicássemos, mas depois de considerarmos, concluímos que a qualidade do produto seria comprometida,
a qualidade de impressões menor e teríamos que criar nossa rede de distribuição. A Disinfo ofereceu um adiantamento de U$ 12 mil a serem pagos em quatro parcelas: U$ 4 mil na
assinatura do contrato, U$ 4 mil na entrega de um manuscrito completo e U$ 4 mil quando o livro for para a impressão. Cinco por
cento, ou U$ 600 vai para o nosso patrocinador, IMC de Urbana-Champaign. Ninguém será pago por nenhum trabalho. Fotógrafos e o
Norte Global serão avisados para contribuir com seus trabalhos. A única exceção que estamos considerando é pagar uma pequena quantia
para fotógrafos do Sul Global, considerando que estão em uma posição única de terem grandes despesas em uma economia em
desenvolvimento. Contribuições escritas não serão pagas, mas irão incluir o crédito do autor. Membros do editorial
do livro trabalharão de forma voluntária e gratuita. O resto dos fundos irá para o time de impressos do IMC de Nova York para ajudar
na cobertura de despesas de produção de mídia, particularmente despesas para a produção de jornais e p™steres. Uma questão, claro, é por que os fundos iniciais irão para o time de NY. O projeto representa um peso
imenso sobre nossos limitados recursos. Dois de nossos mais experientes editores e coordenadores, Susan Chenelle e John Tarleton, vão
dedicar o próximo ano ao projeto. Precisamos solicitar contribuições em produção e design à nossa equipe de voluntários. As fases de
edição de conteúdo, edição, revisão e checagem de fatos também serão feitas por profissionais voluntários. Quando criarmos o website,
criar uma conta para as vendas e cuidar de todo o processo, também executado por voluntários não pagos. Embalar, endereçar e enviar
milhares de livros vai exigir um grande comprometimento e horas de trabalho de todos os envolvidos. Novamente, ninguém será pago pelo
trabalho. Todo capital gerado será revertido para o custeio de órgãos do Indymedia.
Direitos e autorização de uso Envie perguntas, sugestões ou contribuições em inglês para
indybook@aktivix.org. Obrigado.
Um artigo de abertura que fala sobre a significância e o papel do Indymedia
como movimento no maior milieu político e social do início do século 21.
Um olhar sobre como a emergência do Indymedia partiu de um cenário de projetos de mídia alternativa desenvolvidos ao longo dos
anos e em diferentes continentes.
Um olhar sobre a organização pré-OMC (encontro da Organização Mundial do Comércio) de Seattle, em 1999.
O que as pessoas esperavam cumprir e como tudo foi organizado. Como foi a semana do OMC e que lições foram aprendidas dessa
experiência.
Material complementar: posts e fotos durante o OMC.
Um olhar sobre como o Indymedia se tormou rapidamente um movimento global como conseqŸência dos
eventos em Seattle.Material complementar: linha do tempo, imagens de websites IMC antigos, publicações etc.
O Indymedia e o Global Justice Movement (Movimento de
Justiça Global) passam a despertar a atenção popular ao mesmo tempo. Como os dois movimentos cresceram lado a lado, trocaram
informações e influências? Como a relação entre o Indymedia e outros movimentos sociais evoluiu ao longo dos anos?
Uma exploração das forças e fraquezas da esquerda pós-industrial, a emergência de uma organização
descentralizada, digital, onde a Indymedia se encaixa e o que precisa fazer para evitar algumas armadilhas de outros movimentos
contemporâneos na "cyberesquerda".
Um olhar sobre como a organização do Indymedia é fortemente influenciada pela cultura
anarquista do "faça você mesmo" (DIY).
Geografia e demografia: Por que o Indymedia tende a ser composto por certos tipos de pessoa (brancos, sexo masculino, com acesso a
um nível relativamente alto de recursos), CMIs com foco mais específicos versus CMIs mais integrados ˆs comunidades locais.
Questões de raça, classe e gênero foram abordados no Indymedia? Que avanços foram feitos em direção a uma cultura mais inclusiva
para todos dentro da Rede? Onde e como? Se não foram feitos, por quê?
Um exame das informações fragmentárias que tivermos parta chegar a uma estimativa de quantas pessoas acessam CMIs (nos dias normais e
quando acontecem grandes protestos) e quanto impacto a Rede é capaz de provocar. Um olhar, também, sobre os desafios de passar de
coberturas específicas em momentos de crise para atividades mais consistentes no dia-a-dia.
Materiais complementares: Solicitar respostas de CMIs locais por toda a rede - suas abordagens têm ficado mais enraizadas em
suas regiões e suas comunidades? Quais os obstáculos ou desafios essas pessoas consideram serem os maiores em seu trabalho com um CMI.
O jornalismo tradicional está enfrentando desafios sem precedentes de cidadãos comuns tentando "ser a mídia". Esse capítulo vai
considerar as forças que direcionam esse movimento, comparar e contrastar o Indymedia com outras iniciativas de jornalismo cidadão
e explorar contribuições únicas que o Indymedia fez para este movimento em todo o mundo.
Materiais complementares: Solicitar respostas de CMIs locais por toda a rede - quais as suas maiores conquistas até hoje?
Que histórias cobriram e que provocaram grande impacto em suas comunidades ou países, iniciativas para ajudar pessoas a
"tornarem-se a mídia" etc.
Em 2005, oficiais britânicos do British Law Enforcement apreenderam o servidor Indymedia no Reino Unido (que hospedava 20 outros
IMC websites) sob o comando do FBI. Indymedia foi alvo constante da polícia desde a sua criação: jornalistas do Indymedia sofreram
agressões, ataques de gás lacrimogêneo e prisões ao tentar cobrir manifestações. O Indymedia também foi intimado a júri por seus
weblogs, em uma tentativa da polícia de identificar origens de posts específicos. CMI de Seattle em Abril de 2001. CMI de Nova York
investigado pela polícia local (NYPD) e pelo Serviço Secreto em 2004. Um olhar sobre como o Indymedia respondeu a ameaças legais e como
radicalmente descentralizou suas atividades e decidiu não registrar mais endereços IP.
Como os projetos de rádio IMC se uniram e geraram contribuições únicas para um movimento maior de libertação das ondas da transmissão,
antes dominadas por corporações e governos. Um olhar sobre os projetos atuais e projetos especiais sobre convergência.
Programas de acesso a cabo, vblogging, publicadores/produtores de vídeo dos CMIs colaboraram para a produção de mais de uma dúzia de
documentários. Esses materiais preservam uma parte da história coletiva do movimento, mas e quanto ao seu impacto? Desafios à
construção de redes de distribuição, uma breve história do IMC Newsreel etc.
A criação do Active code e rede aberta de publicação. O que era novidade sobre o IMC em 1999? O que foi produzido pelo IMC na
rede que ninguém nunca tinha feito antes? A Indymedia se ossificou ou conseguiu se tornar um movimento na rede que se desenvolve
e atualiza com rapidez? A evolução dos códigos-fonte do Indymedia: SF Active, Dada, Mir, Drupal etc. O papel da tecnologia no
network e o esforço para a criação de um processo mais transparente e democrático. O desafio do arquivamento. Transferindo
equipamentos para o Sul Global.
Revisão do número de matérias centrais postadas em IMCs locais e o uso do banco de dados http://lists.indymedia.org para checagem
da atividade local em diferentes Centros no ano passado. Contato a CMIs locais para identificar o quão ativamente as pessoas estão
participando e com que freqüência os encontros são feitos (se são feitos).
Materiais complementares: tabelas, infográficos.
Distribuição um fator é crítico para o impacto do Indymedia. Um olhar sobre canais alternativos de distribuição disponíveis, a
criação de redes de distribuição, como ser indexado pelo Google etc.
O Indymedia começou na internet e de muitas maneiras, foi moldado pela lógica descentralizadora da web. Mas para muitos IMCs locais,
a necessidade de espaço físico para encontros e trabalho é o maior problema dilema a ser administrado. A solução para esse problema
varia muito de lugar a lugar.
Estamos em busca de diferentes tipos de material para este projeto. Assim, o estilo e conteúdo das
contribuições deve variar muito. Por favor, siga as diretrizes para cada tipo de conteúdo que será enviado. Idéias/temas para
capítulos descritos acima são bem-vindos. Com cada contribuição, por favor, inclua uma pequena apresentação sua e sobre o seu
trabalho com o Indymedia. Contribuições em inglês são mais fáceis para administrarmos, mas temos capacidade de tradução de
espanhol, francês e português por enquanto e talvez sejamos capazes de traduzir mais línguas com o desenvolvimento do projeto.
Se você está interessado em escrever algum conteúdo ou idéia ou questão descrita acima. Ou se quer desenvolver algum tema que
acredita que deva ser incluído em algum dos capítulos como artigo ou sidebar, mas não encontrou nossa descrição, por favor envie
uma solicitação para indybook@aktivix.org antes de enviar o artigo completo. A solicitação deve
incluir a idéia básica, uma defesa
breve e o tamanho aproximado do artigo final. Pedidos devem ter no máximo 750 palavras Se você planeja enviar algo em uma língua
diferente do inglês, é especialmente importante que envie o pedido (em inglês, se possível) antes. Artigos finais devem ter entre
500 a 5 mil palavras, devem der inteiramente pesquisados em um estilo claro e sem muitos jargões, sejam ativistas ou acadêmicos.
Estamos explorando tecnologias (como a de wiki) que possibilitam usuários e leitores interessados comentar rascunhos de artigos
enquanto estes passam pela edição.
Se você já tem material publicado em um CMI que considera importante ser incluído ou citado em um dos capítulos descritos acima
envie um pedaço do texto (no máximo 250 palavras), uma breve explicação (também no máximo de 250 palavras) do contexto e por que
esse material em particular é um reflexo forte de determinado evento ou questão. Envie também o link para o artigo original. Se
você não é o autor do conteúdo, inclua qualquer informação de contato que tenha do autor.
A previsão do preço de venda do livro é de U$ 14.95 (em dólares). Nós podemos comprar os livros (e devolver cópias que não tenham
sido vendidas) por U$ 7.50. Montaremos um website para o livro e entraremos em contato com CMIs locais para adicionar um botão ou
um tipo de link permanente em suas home pages.
Sempre que possível, garantimos uma autorização para o
uso de material escrito. Apreciamos toda ajuda de membros de CMIs, como, por exemplo, identificar materiais relevantes para a publicação
e entrar contato com seus autores. Quando a autorização em documento não puder ser dada, publicaremos o mínimo de conteúdo, para nos
valermos da lei americana de Fair Use of Provisions. Entraremos diretamente em contato com fotógrafos para assegurar a autorização de
uso de seu material. Nenhuma foto será usada sem permissão.